quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Caixa abrirá PDV para cortar 10 mil pessoas e economizar até R$ 1,5 bi por ano


A Caixa Econômica Federal pretende abrir um plano de demissão voluntária (PDV) este ano para cortar 10 mil funcionários, segundo informações do próprio banco. A companhia não divulgou detalhes sobre o plano.
Antes da Caixa, o Banco do Brasil anunciou um plano de aposentadoria incentivada para cortar 18 mil pessoas. No fim do processo, conseguiu a adesão de 9,4 mil trabalhadores.
Com estruturas inchadas e lucratividade inferior aos bancos privados, os bancos estatais estão em meio à um processo de corte de custos e ganho de eficiência.
Crise na Caixa Econômica
A Caixa Econômica Federal tenta se reestruturar para evitar um pedido de socorro ao governo. Em outubro do ano passado, o presidente do banco, Gilberto Occhi disse em entrevista ao jornal Wall Street Journal que a empresa teria de vender ativos e cortar dividendos obrigatórios. Sem essas medidas, o banco precisaria de um aporto do governo federal em 2018.
Entre os ativos que poderiam ser vendidos estão a Lotex, a divisão de loterias da Caixa, a Caixa Seguridade e participações que o banco detém no frigorífico JBS e no banco Pan, segundo Occhi.
Fonte: G1

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Das seis apostas sorteadas pela Mega-Sena da Virada, uma foi feita em um pequeno município gaúcho


Fundado em 1995, com uma economia 80% baseada no agronegócio e pouco acostumado a grandes movimentações, o pequeno município gaúcho de Fazenda Vilanova, no Vale do Taquari (a menos de 100 quilômetros de Porto Alegre), passou a atrair a atenção dos gaúchos desde a noite de sábado.
Imprensa, apostadores e curiosos em geral querem saber qual dos os 4 mil habitantes da cidade foi o apostador que registrou na casa lotérica local um dos seis jogos que dividiram o prêmio principal da Mega-Sena da Virada, façanha que renderá ao felizardo mais de 35 milhões de reais.
Não está descartada a hipótese de que o apostador seja um forasteiro, pois a agência autorizada da Caixa Econômica Federal onde foi feita a aposta fica próxima à rodovia BR-386, que entrecorta a cidade e por onde costuma circular muita gente de fora.
Os demais contemplados são de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG) e Trizidela do Vale (MA). As dezenas sorteadas foram 05, 11, 22, 24, 51 e 53.
osul

domingo, 1 de janeiro de 2017

Sete municípios do RS não terão posse de prefeito neste domingo


Enquanto prefeitos eleitos de 490 municípios tomam posse neste domingo no Rio Grande do Sul, moradores de outras sete cidades terão de esperar um pouco mais para conhecer os seus novos administradores em definitivo. O cenário de instabilidade ocorre em razão da rejeição da candidatura dos vencedores nas urnas pela Justiça Eleitoral. As informações são de 
Zero Hora.

Diante da eleição em aberto, os novos presidentes das Câmaras de Vereadores de Arvorezinha, Butiá, Gravataí, Parobé, Salto do Jacuí, São Vendelino e São Vicente do Sul assumem interinamente a prefeitura. Logo depois de serem empossados, neste domingo, os parlamentares votam para decidir quem será o chefe do Legislativo municipal que, automaticamente, vira prefeito provisório.

"É uma previsão da Constituição e, por simetria, os municípios a reproduzem. Havendo a vacância do cargo de prefeito, assume o presidente da Câmara", explica Rogério da Silva Vargas, secretário judiciário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

À exceção de Parobé, as demais cidades estão com novas eleições marcadas para 12 de março, uma vez que o indeferimento das candidaturas já passou pela análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No caso do município do Vale do Paranhana, ainda não há definição se ocorrerá pleito fora de época porque o processo contra o prefeito eleito Irton Feller (PMDB) ainda está em tramitação.

MP vê prejuízo em três meses de gestão provisória

Coordenador do gabinete eleitoral do Ministério Público do Estado (MP), o promotor Rodrigo Zílio considera a situação provisória um fator de insegurança às cidades. Ele argumenta que a curta e provisória administração impede a continuidade de um programa de governo:

"Serão três meses de atos administrativos para preencher um espaço, nos quais não será possível fazer muito para implementar o bem comum".

Caso os partidos cumprissem a sua função, fizessem uma discussão anterior e só dessem espaço para candidatos elegíveis, ficha-limpa, essa situação de instabilidade não aconteceria. A maior prejudicada acaba sendo a própria sociedade.

Neste ano, o encurtamento do calendário eleitoral em 45 dias, definido pelo Congresso, abriu brecha para candidaturas questionáveis, admite Zílio. Com o intervalo mais breve, no dia da votação a Justiça Eleitoral ainda não havia julgado definitivamente os registros de todos os concorrentes.

Razões para rejeição das candidaturas

Arvorezinha
Sérgio Reginatto Velere (PDT)

- Candidatura indeferida em razão de uma condenação por crime contra a administração pública. Enquanto prefeito da cidade, contratou serviços de uma oficina mecânica sem processo licitatório.

Butiá
Paulo Pereira de Almeida (PT)

- Considerado inelegível porque teve as contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em três oportunidades quando era presidente da Fundação Municipal de Saúde do município.

Gravataí
Daniel Bordignon (PDT)

- Candidatura questionada em razão de uma condenação por improbidade administrativa em setembro de 2015. O motivo foi a contratação de mais de mil funcionários sem concurso público quando era prefeito da cidade.

Parobé
Irton Feller (PMDB)

- Candidatura indeferida devido à rejeição das contas da Companhia Riograndense de Artes Gráficas (Corag) no período em que presidiu o órgão. Mas a decisão ainda não é definitiva. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou a sentença de primeira instância ao considerar que não houve fundamentação suficiente e pediu que seja feita nova avaliação. Assim, o processo retorna para a fase inicial e, se mantida a decisão desfavorável ao candidato, ele ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e ao TSE.

Salto do Jacuí
Lindomar Elias (PDT)

- Registro negado porque soma três condenações que o tornam inelegível — uma criminal contra a fé pública, outra pela rejeição de suas contas quando era prefeito e a terceira de uma ação civil pública por improbidade administrativa.

São Vendelino
Régis Fritzen (PMDB)

- Indeferido o registro de candidatura devido a uma condenação por improbidade administrativa.

São Vicente do Sul
Jorge Valdeni Martins (PTB)

- Considerado inelegível porque teve as contas rejeitadas enquanto prefeito da cidade e acumula condenações por crimes contra a administração pública.

Convenções entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro

"O prefeito interino terá algumas limitações políticas, mas é necessário que exista para que a cidade não fique sem administração. Concorremos com a candidatura de Bordignon porque tínhamos a interpretação de que ele poderia candidatar-se e ser prefeito. Mas, em relação a situações jurídicas, às vezes existem visões diferentes sobre uma mesma questão", afirma Rosane.

Para que os serviços na cidade sigam o ritmo normal, mesmo com a prefeitura provisória, Alba garante que a estrutura da administração municipal será deixada à disposição, independentemente de quem vença a votação na Câmara no domingo.

"Não há uma continuidade para implantar qualquer plano de governo que seja de somente três meses. Trata-se de uma transição, porque não existe tempo de fazer nada diferente do que a manutenção dos serviços", diz.

Em 10 de janeiro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) publica a resolução com os detalhes do calendário eleitoral excepcional. E os partidos têm de se apressar: as convenções devem ocorrer entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. Já o registro das candidaturas está marcado para 6 de fevereiro, e a propaganda começa no dia seguinte, sem rádio e sem TV. 

auonline


Contas de telefone fixo e celular pós-pago ficarão mais caras a partir de domingo


Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de outubro deste ano decidiu que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deve incidir nos valores das assinaturas. Até então, o imposto só era cobrado nas ligações e outros serviços. A decisão foi tomada em um processo em que Oi e o Estado do Rio Grande do Sul questionavam a cobrança da taxa.
A mudança passa a valer a partir de 1º de janeiro.
Trata-se de um imposto acrescido ao serviço prestado, e não um reajuste das tarifas. A partir de 2017, o ICMS será calculado sobre o valor das assinaturas de linhas fixas e celulares pós-pagos, que somam quase 120 milhões no Brasil. As linhas de telefone celular pré-pago ficam fora.
Jurisprudência
O motivo de acréscimo é porque essa decisão do STF é de última instância e, por isso, gerou jurisprudência.
Agora, as operadoras estão informando os clientes sobre o aumento da taxa mensal. O sindicato das operadoras (Sinditelebrasil) confirma, e diz que terá que repassar o ICMS aos estados.
As operadoras já começaram a informar seus clientes sobre os novos valores. A Oi, por exemplo, confirmou que o reajuste já aparecerá nas faturas de 1º de fevereiro. A Vivo já está comunicando seus clietnes pro SMS e mensagens nas faturas. A Claro diz que já realiza a cobrança e, por isso, os planos não sofrerão alterações.
Cobrança varia em cada estado
A diferença no bolso do consumidor vai depender do estado em que ele mora. A alíquota do ICMS varia de 25% a 37% nos estados brasileiros. Também vai contar, no cálculo, o peso da assinatura no final da conta. Em São Paulo, por exemplo, onde a alíquota é de 25%, uma assinatura de telefone fixo ao custo de R$ 35 por mês vai sofrer um aumento de entre R$ 8 e R$ 9.
Segundo Pietro Delai, gerente da Consultoria IDC, o impacto varia muito em função do consumo de cada um. "Para quem só consome serviço básico, aquele que está incluso na assinatura, o impacto é maior", afirmou ele.
O aumento virá se somar a uma carga tributaria que já é uma das maiores do mundo no ramo das telecomunicações: 48%. Em um estudo recente, com dados de 2014, o Brasil aparece em quarto lugar, entre 50 países em desenvolvimento. Só Turquia, Jamaica e Nepal cobram mais impostos no setor.
Paulo Sigaud, advogado tributarista, diz que a cobrança vem aumentando nos últimos anos. "Realmente os estados viram que é uma fonte de receita interessante, e praticaram um aumento das aliquotas."
Fonte: G1