sábado, 3 de junho de 2017

Vacinação contra a gripe será liberada para toda a população a partir de segunda-feira


O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira que a partir da próxima semana a vacina contra a gripe estará liberada para toda a população. Estados e municípios foram orientados a ofertar a vacina para todas as faixas etárias nos postos de saúde, enquanto durarem os estoques. A medida só é válida neste ano e foi adotada porque ainda há um estoque disponível de 10 milhões de doses em todo país.  
A campanha foi prorrogada para até o dia 9 de junho com o intuito de alcançar a meta de vacinação. Em SC a taxa de cobertura atual dos grupos prioritários é de 84,98%, sendo que a meta é de 90%. No Estado ainda restam 228,5 mil doses, porém os postos de vacinação devem reservar 108,7 mil para as segundas doses obrigatórias das crianças de até dois anos, além das doses para as gestantes, que podem procurar a imunização caso fiquem grávidas após o período da campanha. Ou seja, serão 119,8 mil doses disponibilizadas para a população em geral, já que não haverá envio de mais doses aos municípios. 
— Nunca tivemos a ampliação para toda a população em SC, até porque sempre alcançamos altas coberturas e não sobram tantas doses. Ano passado a taxa foi de 97% — afirma Vanessa Vieira da Silva, gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC).
O Estado aparece entre aqueles com as maiores coberturas de vacinação do país, atrás do Amapá (95,6%) e Paraná (84,9%).  Santa Catarina apresenta uma cobertura vacinal de 84,9%. Já os estados com menor cobertura são Roraima (60,8%), Pará (65,3%) e Mato Grosso do Sul (67,8%).
Os grupos prioritários que já atingiram a meta em SC são puérperas (92,21%), indígenas (90,4%) e idosos 96,58%. Crianças (71,37%), trabalhadores de saúde (71,4%), gestantes (64,77%) e professores (76,98%) ainda não atingiram. Além disso, 450,3 mil doses foram aplicadas em pessoas com doenças crônicas e outras comorbidades. 
Quem quiser se vacinar deve procurar um posto e levar, de preferência, a carteira de vacinação. Caso não tenha, deve portar um documento de identificação. As vacinas serão disponibilizadas até quando durarem os estoques. 
Medida para evitar desperdício
O Amapá é o único estado do país que atingiu a meta até este momento. O ministro da Saúde ressalta que a ampliação do público na última semana da campanha ocorrerá porque ainda há doses disponíveis. 
— Neste ano, tivemos poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde. No entanto, ainda há 10 milhões de doses de um montante de 60 milhões adquiridas. Para que não haja desperdício, já que estas vacinas só valem por um ano, decidimos estender a todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques — destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta sobre a importância do público-alvo ainda se imunizar para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. 
— É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza — destacou Carla Domingues.
Importância da vacinação
Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.
É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração. 
Casos e mortes em SC
Desde o início do ano, já foram confirmadas 110 hospitalizações pelo vírus influenza A. Destes casos, 107 foram pelo vírus do subtipo H3N2, um por H1N1 e dois aguardando subtipagem. Também foram registrados nove casos de influenza B. Santa Catarina também registrou 14 mortes por gripe A, todas pelo vírus H3N2. 
— A média passou de nove para 21 internações por semana entre abril e maio. E o perfil dos casos comprova a prevalência da doença entre a população que compõe os grupos prioritários da campanha de vacinação, ou seja, com algum fator de risco associado — afirma Vanessa Vieira da Silva, gerente de Imunização da Dive/SC. 
dc.clicrbs

Mais 26 municípios começarão a realizar revisão do eleitorado em SC


Mais 26 municípios catarinense iniciarão a revisão obrigatória do eleitorado a partir de segunda-feira, dia 5, com cadastro biométrico de eleitores. As cidades são Bom Retiro, Alfredo Wagner, Palmitos, Tangará, Ibiam, Pinheiro Preto, Marema, Lageado Grande, Novo Horizonte, Jupiá, Ponte Serrada, Passos Maia, Vargeão, Campo Erê, São Domingos, Coronel Martins, Galvão, Quilombo, Santiago do Sul, Romelândia, Pinhalzinho, Ermo, Turvo, Mafra, Anchieta e Cunha Porã. Os eleitores devem procurar o Cartório Eleitoral de cada município para a realização do procedimento.

O processo de revisão do eleitorado já estava acontecendo em 14 municípios catarinenses e é realizado para confirmar os eleitores que têm efetivamente vínculo com o município. Para o procedimento é necessário que o eleitor leve documento de identificação com foto, comprovante de residência recente e comprovante de alistamento militar — para os homens maiores de 18 anos e que vão fazer o primeiro título.

Dos 295 municípios catarinenses, 255 já estão cadastrando biometricamente os eleitores, ainda que de forma ordinária. O objetivo é que em 2017 todos os municípios de Santa Catarina passem a colher as digitais dos eleitores.

A biometria é um método tecnológico que permite reconhecer, verificar e identificar uma pessoa por meio de suas impressões digitais, que são únicas. Na Justiça Eleitoral, o cadastro biométrico é utilizado para tornar as eleições ainda mais seguras e prevenir fraudes.

oestemais

“Concentração da mídia é limite para a democracia no Brasil”


Há uma semana vieram à tona, a partir da delação dos executivos da empresa JBS, denúncias que recaem contra o então presidente Michel Temer (PMDB) e contra o senador Aécio Neves (PSDB). A partir de uma gravação entregue a Polícia Federal, o Jornal O Globo divulgou com exclusividade o conteúdo das delações que comprometem os políticos de diversas formas – Temer sugere pagamento de propina pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), já Aécio Neves pede R$ 2 milhões para pagar sua defesa na operação Lava Jato.
A concentração comunicacional no Brasil é uma situação que segue silenciada pelas cerca de dez famílias que monopolizam o sistema nacional de radiodifusão. Não é, portanto, um equívoco considerar que seja discutível o fato das organizações Globo terem exclusividade na divulgação dessas denúncias ou mesmo desconfiar da narrativa construída pelos meios de comunicação tradicionais sobre a situação política brasileira.
Buscando pistas para entender o que de fato está por trás dessa “narrativa hegemônica”, Catarinas entrevistou a doutora em História pela Universidade de Campinas (Unicamp) e professora de Ciência Política da Universidade de Brasília (UNB), Flávia Biroli.
CATARINAS: Como você avalia a exclusividade da informação que as organizações Globo tiveram nesta denúncia contra Michel Temer? Para você, por que estas denúncias surgiram neste momento? Que forças políticas se fortalecem com isso?FLÁVIA BIROLI: É difícil avaliar o que fez rachar a coalizão que está no poder desde a deposição de Dilma Rousseff. A agenda comum que têm é a do desmonte do Estado, por meio da retirada de garantias e direitos trabalhistas e previdenciários e da dissolução do pacto social presente na Constituição de 1988. Reduzindo controles e direitos, os interesses empresariais e financeiros atuam mais diretamente e ampliam seu poder e influência. A razão pela qual as organizações Globo apostaram alto, desde quarta-feira (17/5), na queda de Temer não é clara para mim. Uma linha de raciocínio é que, não sendo possível controlar os fatos (o envolvimento de Temer com vários ilícitos, explicitado pelas gravações do empresário da JBS, Joesley), seria melhor retirar Temer rapidamente da Presidência para garantir as reformas, isto é, o desmonte acelerado do Estado. Outra é que houve desentendimentos em algum outro campo, que não o das reformas, que levaram a Globo a apostar na queda de Temer. Ouvi, de mais de uma pessoa, que as disputas em torno da abertura de capital dos meios de comunicação brasileiros teriam um papel. Realmente não sei dizer o que pesou mais, precisamos de informações que ainda não temos para compreender o que houve.
CATARINAS: A concentração comunicacional no Brasil é um fato, cerca de 10 famílias monopolizam o sistema de radiodifusão brasileiro. De que forma isso reflete na compreensão pública sobre o momento político em que vivemos?FLÁVIA BIROLI: A concentração da propriedade de mídia é um limite para a democracia no Brasil mesmo quando sua influência não se apresenta de forma tão aguda e direta, fazendo e desfazendo presidentes. Há uma interferência regular, desmedida, sobre o sistema político e as percepções da população. Se numa ponta temos um país complexo, plural e conflitivo, em outra ponta a concentração de mídia favorece a construção de discursos homogêneos, de narrativas pouco plurais. Mas é mais do que isso: o poder de barganha das grandes empresas diante dos partidos e dos atores políticos lhes garante influência no âmbito do Estado. Desde a transição da ditadura, nos anos 1980, algumas das grandes empresas de comunicação, como Globo e Abril, se colocaram na posição de atores políticos diretos, com protagonismo na construção de candidaturas, como no caso de Color de Mello, e na dissolução de mandatos conquistados pelo voto, como no caso da deposição de Dilma Rousseff.
CATARINAS: Quais fatos/interpretações/análises não estão contemplados nessa narrativa construída pelos meios de comunicação hegemônicos?FLÁVIA BIROLI: Há silêncios sobre seu papel na construção do golpe de 2016, há silêncios sobre os acordos em torno da condução de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara em 2015 e sobre a coalizão formada em torno de Temer, que foi desde o início político-partidária e empresarial. Mas há uma voz comum que é importante, enunciada de modo que bloqueia outras alternativas de discursos: essas empresas defendem o desmonte do Estado e os retrocessos na legislação trabalhista e previdenciária. Concentram seu discurso na ideia de “desvios”, com a agenda da corrupção, e em momento algum colocam em questão a influência regular do empresariado, do capital, na política. Enquanto denunciam a corrupção, colocam investidores e empresários como as únicas vozes razoáveis nas decisões sobre a cortes no orçamento, leis trabalhistas e direitos previdenciários. Em vez de serem apresentados como parte interessada, são alçados a porta-vozes da “estabilidade econômica”, que corresponde a uma agenda bem determinada.
CATARINAS: Que papel cumprem veículos de comunicação independentes neste processo?FLÁVIA BIROLI: Os veículos de comunicação independentes têm ampliado os “ruídos”, as narrativas alternativas em circulação, trazido uma amplitude maior de vozes ao debate. Nesse ambiente de internet, há algo que me parece importante: as grandes empresas têm que fazer um cálculo quando decidem se vão ou não noticiar algo, levando em conta que têm hoje menor controle sobre o fluxo das informações. Mas é bom termos clareza que veículos independentes não têm o acesso potencial das grandes empresas e enfrentam dificuldades que grandes empresas não enfrentam. Precisamos rever o sistema de propriedade de mídia, o sistema de concessões, em direção a arranjos mais plurais e democráticos.
CATARINAS: Quais os caminhos de resistência ao processo político em que vivemos? Quais riscos o momento impõe à democracia?FLÁVIA BIROLI: O momento é muito grave. Embora as práticas que as delações revelam sejam sistemáticas e históricas, o golpe de 2016 enfraqueceu nossas possibilidades de lidar com elas de forma institucional e democrática. A Lava Jato revelou bastante, mas instaurou práticas de exceção a cada passo das investigações e divulgações seletivas do que é investigado. Focada em agentes políticos e não na reorganização do sistema que reproduz todos os dias a corrupção, esgarça saídas políticas democráticas. É essa a crítica que as empresas midiáticas – e muitos jornalistas – reproduzem: a ideia de que há desvios e uma limpeza a ser feita, uma visão moral. Mas não estamos diante de um problema moral, e sim de um problema institucional e de economia política: a política não tem funcionado minimamente como contrapeso para a influência desmedida, estrutural, do capital. Restaurar a democracia é fortalecer instituições democráticas, em uma perspectiva popular e de garantia de direitos. Instituições que blindem o sistema político de modo que transitem livremente pelos corredores (não só do Planalto, do Congresso, mas também o Judiciário) os interesses empresariais e do setor financeiro, mas não os de outros setores da população, não resolvem o problema. Por isso digo que se trata de um problema institucional, mas também de economia política.
catarinas

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Prefeitura de Coronel Martins já quitou R$ 380 mil reais das dívidas do município




Foi realizada na última segunda-feira (29), audiência pública de avaliação do cumprimento das metas fiscais referente aos quatro primeiros meses de 2017. Os números foram apresentados e detalhados pelo assessor contábil da Prefeitura, Leocir Fin.
Na oportunidade foram expostos números referentes às metas de arrecadação e execução referente ao primeiro quadrimestre do ano, além de aplicações de recursos em ações e serviços públicos nas áreas de Saúde, Educação e gasto com folha de pagamento. Na oportunidade também foram apresentados números referente aos pagamentos que já foram realizados das dívidas herdadas da Administração anterior e as que ainda estão pendentes.
Durante a audiência, O prefeito Ade destacou o trabalho que está sendo desenvolvido pela Administração e o planejamento de ações que buscam conciliar o atendimento às necessidades da população e o pagamento da dívida do município que ultrapassam R$ 1,6 milhões. “Até o momento já quitamos quase R$ 400 mil da dívida que herdamos da Administração anterior. A situação preocupa, pois com toda a economia que estamos fazendo ainda temos um valor bem alto a ser pago. Por mais que as dívidas tenham sido feitas na Administração anterior, quem deve é o município e perante as exigências legais temos que pagar”, ressaltou Ade.
A audiência foi realizada logo após a sessão da Câmara de Vereadores para que o público fosse ainda maior, além disso, foi realizada a transmissão ao vivo da audiência pela página da Prefeitura no Facebook, onde está disponível para a população assistir.
Veja os números referentes às dívidas do município:

DÍVIDAS DO EXERCICÍO ANTERIOR PAGAS NO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2017

VALOR R$
CREDORES DA PREFEITURA E FUNDO DE SAÚDE
135.885,46
CIS-AMOSC
18.031,68
CONIMS
11.965,95
MADEREIRA CORONEL MARTINS
13.500,00
RECINSÃO DE CONTRATOS ACTs
32.227,51
PASEP 1% RECEITA MESES DE NOVEMBRO E DEZEMBRO
15.650,88
BADESC AQUIS.DE MÁQUINAS
55.555,56
INSS PARCELADO
40.907,16
INSS CANCELADO E PARCELADO
56.888,86
TOTAL
380.613,00