terça-feira, 14 de agosto de 2018

Conta de luz da Celesc vai aumentar em média 13,8% já neste mês


A partir de 22 de agosto, a conta de energia elétrica no estado terá reajuste médio de 13,86%, anunciou a Celesc nesta segunda-feira, dia 13. Para os consumidores residenciais, que representam 78% do total e recebem baixa tensão, o aumento será de 13,15%. Para aqueles atendidos em alta tensão, como indústrias e shoppings centers, a alta será de 15,05%.

O aumento se baseia no anúncio feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o Reajuste Tarifário Anual da Celesc Distribuição.

Conforme a Celesc, impactaram no cálculo do reajuste tarifário a elevação de custo com os encargos setoriais, que tiveram variação de 21,44% entre agosto de 2017 e julho de 2018.

As Centrais disseram também que houve impacto ainda do custo da compra de energia, que sofreu variação de 11,06% no mesmo período. Esses valores representam, respectivamente, 4,77% e 5,08% na composição do Efeito Médio de 13,86%.

O reajuste teve ainda influência dos componentes financeiros, sendo a maior parte relacionada a despesas com compra de energia no ciclo tarifário anterior. A Celesc disse que a tarifa paga pelo consumidor deve cobrir custos de geração, transmissão, distribuição, encargos setoriais e impostos.
Do G1/SC/OESTEMAIS

O presidente do Paraguai deixa o cargo às escondidas após tentativa de renúncia


O presidente paraguaio, Horacio Cartes, de 62 anos, deixa o cargo nesta quarta-feira (15) com popularidade baixa (18%) e enfrentando seguidos “escrachos” diante de sua residência particular ou nos poucos espaços públicos que ainda frequenta. O mandatário colorado entrega o posto para Mario Abdo Benítez, de 46 anos, jovem representante da ala mais tradicional de seu partido.
Os atos contra o presidente começaram depois de sua fracassada tentativa de fazer aprovar uma emenda constitucional que o permitisse concorrer à reeleição, no ano passado. Em meio aos intensos protestos de rua e uma tentativa de manifestantes de incendiar parte do Congresso, veio à tona a denúncia de que parte das assinaturas que Cartes havia reunido para pedir a alteração na Carta eram falsas.
Sua popularidade caiu ainda mais depois que tentou, por meio de uma controvertida manobra, renunciar ao cargo, em junho, para desta forma poder assumir como senador com poder de voto. No Paraguai, ex-presidentes viram senadores honorários e vitalícios, um cargo de prestígio, porém sem efeito político.
O Congresso não aceitou a manobra, e Cartes continuou sendo o presidente, mas com menos aparições públicas. Sua vice, Alicia Pucheta, assumiu grande parte de sua agenda internacional. Nas últimas semanas, os “escrachos” contra o presidente se fizeram mais frequentes. Na última sexta-feira, num evento no panteão de heróis da pátria, ouviu xingamentos de “rato”, “ladrão”, “traidor e vendedor do país”.
Um dos estudantes que vêm frequentando esses atos, Mauricio Venegas, de 21, disse que sua geração está inconformada com o fato de Cartes “ter feito acordos que só beneficiam a Argentina, em troca de benefícios pessoais”. Um dos principais exemplos da suposta traição do presidente é ter assinado contrato pela hidrelétrica de Yacyretá, no rio Paraná, na fronteira com a Argentina, que “só vai inundar território paraguaio e só vai render para os argentinos”, completa Venegas.
O estudante se refere a uma lei promulgada no último mês, em que o Paraguai se compromete a abrir mão de seus primeiros dividendos vindos da hidrelétrica para pagar parte de sua dívida de US$ 4 bilhões (R$ 15,5 bilhões) com a Argentina. Há ainda queixas e denúncias de outros países, como Colômbia e México, de que os cigarros paraguaios piratas, muitos deles fabricados pelas empresas de Cartes, estão entrando ilegalmente em seus países.
A queda de popularidade do presidente aparece também em outros números. Segundo pesquisa encomendada pelo jornal Última Hora em julho, 52% dos cidadãos dizem acreditar que a corrupção aumentou durante seu governo, iniciado em 2013. Na área de segurança, 33% dos entrevistados afirmaram que o país está pior, e do ponto de vista econômico, 41,5% consideram que o país não vai bem.
Por outro lado, o presidente Cartes, um dos empresários mais ricos do país, com empresas que atuam na área do tabaco e dono de bancos, fez com que o Paraguai recuperasse certa estabilidade política desde o afastamento do ex-presidente Fernando Lugo, em 2012.
Além disso, o país chegou a ser visto como caso de sucesso em fóruns internacionais como o de Davos (que reúne a elite empresarial na Suíça) por suas medidas favoráveis ao livre-comércio e a estratégia de tornar o Paraguai mais atrativo ao investimento estrangeiro, reduzindo impostos e barateando a mão de obra. Foi o auge das chamadas “maquilas”, empresas de montagem estrangeiras instaladas aqui, 80% delas brasileiras.
Além disso, o Paraguai cresceu em média de 3% a 4% nos últimos anos, enquanto as demais economias da região ficaram em torno de 2% ou abaixo, como ocorreu com Brasil e Argentina.
OSUL

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Trabalhadores da Celesc fazem paralisação nesta quinta-feira


Os trabalhadores da Celesc decidiram fazer nesta quinta-feira um dia de paralisação coletiva. Por conta do ato, a empresa emitiu uma nota informando que as lojas de atendimento poderão estar fechadas ao público de forma parcial ou total.

A orientação é que os consumidores que necessitem de algum tipo de serviço procurem atendimento pelo telefone 0800 48 0120 ou pelo site www.celesc.com.br.

“De forma eficiente e segura, o cliente terá acesso a diversos serviços sobre faturas, religação e consulta de débitos, entre outros”, pontua a Celesc, que não informa o motivo da paralisação.

Nota na íntegra

A Celesc Distribuição lamenta possíveis transtornos e agradece a compreensão de todos os seus clientes.

Em mobilização coletiva, os empregados da Celesc decidiram fazer um dia de paralisação nesta quinta-feira, 9 de agosto.

Neste dia, as lojas de atendimento poderão estar, parcial ou totalmente, fechadas ao público. Por isso, a Empresa recomenda a seus clientes que evitem se deslocar até esses locais.

Nesse caso, a melhor opção será o atendimento pelo fone 0800 48 0120 ou pelo portal www.celesc.com.br. De forma eficiente e segura, o cliente terá acesso a diversos serviços sobre faturas, religação e consulta de débitos, entre outros.

A Celesc Distribuição lamenta possíveis transtornos e agradece a compreensão de todos os seus clientes.

osul

Os ministros do Supremo Tribunal Federal propõem um reajuste de 16% nos próprios salários


A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou, nesta quarta-feira (8), uma proposta orçamentária para 2019 que prevê reajuste salarial de 16,38%. A proposta orçamentária deve ser enviada ao Congresso ainda neste mês. O reajuste para os magistrados só passará a valer se o Legislativo o aprovar. O índice de 16,38% era pleiteado pela magistratura desde 2015. O salário de um ministro do Supremo é o teto do funcionalismo público e hoje está em R$ 33,7 mil. Com o índice poderá ir para R$ 39,3 mil.
Os ministros Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux votaram a favor da inclusão do reajuste na proposta orçamentária do próximo ano. Já os ministros Cármen Lúcia, Celso de Mello e Rosa Weber foram contrários. Faltam votar Edson Fachin e Alexandre de Moraes.
Se passar no Legislativo e for sancionado pelo presidente da República, o reajuste terá impacto sobre os salários de juízes e membros do Ministério Público de todo o país (o chamado efeito-cascata), e também de parlamentares, ministros do Tribunal de Contas da União, entre outros
Sob o comando da presidente, Cármen Lúcia, a equipe técnica do STF deixou o reajuste fora da proposta orçamentária, como também fez no ano passado. O ministro Marco Aurélio foi o primeiro a ponderar que os subsídios dos magistrados estão sendo achatados — o último reajuste foi em janeiro de 2015.
A proposta de incluir o percentual veio de Lewandowski. “Entendo ser da boa técnica orçamentária incluir no orçamento aqueles projetos que estão tramitando no Congresso”, disse, referindo-se ao projeto que prevê os 16,38% e que foi enviado ao Legislativo em 2015, quando ele presidia o Supremo.
Esse projeto, o PLC 27/2016, já foi aprovado na Câmara, mas está parado no Senado. “Quem vai decidir soberanamente é o Congresso Nacional, e ainda passará pelo crivo do presidente da República, que poderá vetá-lo ou não”, disse Lewandowski.
“Eu não gostaria de impedir o Congresso de deliberar sobre uma proposta que já foi aprovada no Supremo e na Câmara. [Voto] para que se abra a possibilidade, porque, se não estiver na proposta, eles [Congresso] não podem sequer deliberar”, justificou o ministro Barroso.
O ministro Toffoli, que tomará posse como presidente do Supremo Tribunal Federal em setembro para um mandato de dois anos, afirmou que as despesas do tribunal não vão aumentar. “Não se está encaminhando para o Congresso um acréscimo ao orçamento do Supremo. Está se encaminhando uma previsão para uma recomposição remuneratória parcial de 2009 a 2014. Não se está tirando de saúde, de educação. Está-se tirando das nossas despesas correntes, dos nossos custeios”, disse.
osul