sábado, 20 de janeiro de 2018

Descarte de lixo ainda é inadequado em mais da metade das cidades do País


Assim que fechar neste sábado (20) os portões do lixão da Estrutural, em Brasília, considerado um dos maiores do mundo, o Brasil ainda terá que lidar com problema semelhante em mais de metade dos seus municípios. Segundo o último levantamento do MMA (Ministério do Meio Ambiente), ao menos 56% dos municípios brasileiros recorrem a depósitos inadequados na hora de dar adeus a lixo que produzem.
Em 2016, ano dos dados mais recentes, 2.692 cidades depositavam a maior parcela dos resíduos sólidos urbanos em lixões. Outras 427 em “aterros controlados” – espaços que, embora com alguma tentativa de reduzir o impacto ambiental, continuam altamente poluentes.
É o caso do lixão da Estrutural, que nasceu no início dos anos 1960 e foi renomeado, décadas depois, de “aterro controlado do Jóquei”. Apesar da nova nomenclatura e tentativa de conter parte da emissão de gases pouco mudou em relação aos detritos acumulados sem proteção: 40 milhões de toneladas. Agora, a previsão é que a atividade no local seja encerrada.
Há oito anos, essa orientação já havia sido recomendada para todo o País na lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O texto determinava o fechamento, até agosto de 2014, de todos os lixões – há 2.976, segundo a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública). O lixo coletado passaria a ser destinado aos chamados aterros sanitários, modelo – com mecanismos de proteção do solo, controle de gases e tratamento do chorume.
Coleta 
Esse prazo, porém, ainda não foi cumprido na maioria do país. Segundo o MMA, que monitora a política, apesar de alguns avanços, apenas 41% dos municípios já destinam a maior parcela do seu lixo nestes locais. Outras 177 cidades não responderam. “Até 2010, pouco mais de 30% colocavam seus resíduos em aterros sanitários. Houve um crescimento, mas a velocidade com que a política é implementada é menor do que se esperava”, diz a diretora de gestão de resíduos no ministério, Zilda Veloso.
Dados da Abrelpe, que coleta informações das empresas de limpeza urbana, também são desanimadores: então o total de cidades que recorria a depósitos irregulares estava em queda, agora, voltou a crescer – passou, em um ano, de 3.326 para 3.331.
Segundo o presidente da entidade, Carlos Silva Filho, o aumento é reflexo da restrição orçamentária das prefeituras. Para ele, a falta de recursos, de capacitação técnica e de vontade política estão entre os principais impasses para o fechamento dos lixões. “Na hora que começa a fazer coleta seletiva, há um custo diário. Se não houver uma fonte de receita específica para esse processo, vamos ficar os próximos 20 a 30 anos discutindo a mesma coisa.”
Para Paulo Ziulkoski, da Confederação Nacional de Municípios, há outros problemas. “Em municípios com até 50 mil habitantes, não há como fazer aterros [sanitários]. Por isso defendemos consórcios entre cidades, mas para criar, o custo é alto”, diz.
Novo prazo
Diante do impasse, cresce a pressão um novo prazo para o fim dos lixões. Atualmente, projetos que tramitam no Congresso sugerem que isso ocorra até 2021 ou 2024. De acordo com Ziulkoski, a dificuldade em obter recursos, somada à pressão do Ministério Público na fiscalização, faz com que o prazo tenha que ser revisto. Ele admite, porém, que o adiamento não resolve. “Esse plano de prorrogar soluciona parte do problema, que é a incidência de crime ao prefeito. Mas se queremos a solução, tem que sentar União, Estado e municípios e ver onde está o recurso.”
Segundo Veloso, do MMA, o governo lançou editais com recursos após a lei de 2010, mas houve baixa procura. Agora, diz, o ideal seria discutir um escalonamento do prazo de acordo com o porte dos municípios. “Começaríamos com prazo mais curto para capitais e regiões metropolitanas, que têm arrecadação própria”, sugere.
osul

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Governo Municipal estuda decretar estado de emergência devido estragos causados pela chuva em Coronel Martins



O município de Coronel Martins foi atingido por um grande volume de chuva na última terça-feira (16).  Em pouco mais de uma hora foram registrados mais de 100 milímetros de chuva, que somado a chuva continuada dos últimos dias, causou alagamentos, desmoronamentos e danos em vias do interior e centro da cidade.
Logo após o ocorrido o Governo Municipal já trabalhava no auxílio emergencial as localidades alagadas e as famílias afetadas pelas enchentes. “Reuniu a equipe de Governo para em conjunto definirmos estratégias de auxílio e recuperação das localidades afetadas pela chuva. A situação é grave, foram registrados muitos danos e estamos estudando quais medidas iremos tomar e em conjunto com a Defesa Civil analisar se é caso de decretar estado de emergência”, ressalta o prefeito Ade. 
Entre os problemas causadas pela chuva, além dos alagamentos, também foi identificado que cerca de 40 pessoas foram afetadas pela interrupção do fornecimento de água, pelo rompimento de um adutora, a Casan do município já normalizou o abastecimento. Várias estradas, pontes, bueiros e pontilhões foram danificados ou rompidos pela força da água.
O coordenador regional da Defesa Civil de Santa Catarina, Luciano Peri, também esteve em Coronel Martins após o ocorrido para traçar estratégias  junto ao Governo Municipal. “Já iniciamos respostas as pessoas que foram afetadas. Nossas equipes também se deslocaram para os locais afetados de forma imediata para iniciar o levantamento e registros dos danos causados”, destaca Peri. 
As máquinas da prefeitura iniciaram a recuperação das vias e desobstrução de bueiros logo após a chuva intensa. “Teremos muito trabalho para que tudo volte ao normal, mas nossa equipe está empenhada e estamos nos dedicando ao máximo para normalizar a situação. Sabemos que tem lugares que o cenário é crítico, mas existe todo um planejamento de auxílio que já está elaborado e está sendo colocado em prática”, frisa o secretário de Obras, Chico Belatto.
As comunidades mais afetadas pela chuva são Linha Progresso, São Miguel, Linha May, Linha Formosa, Linha Caravagio, Brito e Lageadinho. Muitos agricultores tiveram suas propriedades invadidas pela água, causando estragos nas plantações. “Realizamos uma vistoria juntamente com uma equipe da Epagri para verificar os danos causados em plantações e agricultura, felizmente este foi o setor menos afetado, mesmo assim há registros de perdas de plantações principalmente próximas a leitos de rios e córregos. Um agricultor registrou a perda de três bezerros que foram arrastados pela enchente”, destaca o diretor de Agricultura, Ari Biazin.
Nos próximos dias o Governo Municipal terá um relatório detalhado de todos os danos causados pela chuva no município através do levantamento realizado pelas secretarias municipais e entidades como a Defesa Civil.



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Coronel Martins registra danos em decorrência da chuva na tarde desta terça


O município de Coronel Martins foi atingido por uma intensa chuva na tarde desta terça-feira (16), por volta das 17h50, que causou danos em estradas acessos e alagamentos em residências. Todo o município foi afetado, conforme dados da Defesa Civil Municipal.

Conforme a Assessoria da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de São Lourenço do Oeste, a Defesa Civil regional repassou que as equipes da defesa civil e secretarias municipais estão em levantamento para identificar os afetados e danos que ocorreram.

O Corpo de Bombeiros Militar também está prestando atendimento às pessoas afetadas. Logo mais informações.


Fonte: Redação Tivi Net | Foto: Reprodução

PRF prende homem que usou creme dental para adulterar placas de caminhão


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu neste sábado (13), em Campina Grande do Sul (PR), um caminhoneiro que usou creme dental para adulterar as placas de seu veículo. Ele foi abordado por volta das 11h30min, na BR-116, na região metropolitana de Curitiba.

Durante a fiscalização, os agentes observaram que ambas as placas do caminhão estavam adulteradas com creme dental branco.  O caminhoneiro de 33 anos transformou a vogal 'I' em "E" e o número "3" em "8".

O motorista justificou aos policiais que cometeu o crime para evitar a cobrança de pedágio, caso a placa do veículo fosse captada pelas câmeras de monitoramento das concessionárias de rodovias.

A ocorrência foi encaminhada pela PRF para a Delegacia da Polícia Civil em Campina Grande do Sul.

O crime de adulteração de sinal identificador de veículo tem pena prevista de três a seis anos de prisão.


Fonte: Gaúcha ZH | Foto: PRF/portaltivinet