sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Colombo entrega o cargo a Pinho Moreira nesta sexta-feira em Florianópolis


O governador Raimundo Colombo (PSD) transmite o cargo para o vice Eduardo Pinho Moreira (PMDB) às 15h desta sexta-feira. O pessedista sai em licença para fazer um curso na Espanha e depois renuncia oficialmente em abril para disputar uma vaga no Senado Federal por Santa Catarina. 
São esperadas 1,5 mil pessoas para a solenidade no Centro Sul, em Florianópolis. Foram convidados representantes dos demais poderes e lideranças políticas do Estado. Governador e vice devem chegar juntos, conversar com a imprensa. Apenas os dois vão discursar na solenidade, segundo a assessoria de Pinho Moreira.
Em entrevista ao Diário Catarinense no dia 5 de fevereiro, Colombo falou sobre a saída do governo, fez uma avaliação dos sete anos no cargo e disse que deixa uma marca de responsabilidade ao conduzir o Estado, principalmente durante a crise econômica vivida pelo país.
— Não adianta o governo ir bem e a sociedade ir mal. Aumentar desemprego, as empresas quebrarem, os problemas sociais e serviços públicos piorarem. Nós tivemos que tomar decisões muito importantes. O equilíbrio fiscal foi uma das questões mais duras. Não aumentar impostos, uma das mais importantes. Pelo contrário, baixamos impostos. Santa Catarina teve o melhor desempenho de PIB do Brasil. Enquanto a média do Brasil vai chegar a 1%, o nosso vai chegar a 4% em 2017.
Na sequência, o DC também conversou com o futuro governador em exercício. Pinho Moreira prometeu priorizar a saúde e a segurança pública, garantindo entre outras coisas que repassará mais de 13% da arrecadação à saúde.
— Vou deixar bases importantes para o governo de SC tomar um rumo de diminuição do Estado. Está muito grande a máquina pública, em todo o Brasil. Em SC nós temos, além do déficit previdenciário de R$ 4 bilhões por ano, a folha. Precisamos colocar efetivo, todo mundo pede, mas olha o que aconteceu em janeiro, chegou no limite. 
Com a mudança no comando do Estado, também está sendo alterada a equipe do primeiro escalão. Porém, eles não serão empossados também na solenidade de hoje. Alguns já tomaram posse em janeiro, como é o caso do titular da saúde, Acéli Casagrande. Outros não serão alterados, como o da Educação, Eduardo Deschamps. 
Cúpula da segurança toma posse semana que vem 
A cúpula da segurança toma posse na próxima semana. As cerimônias estão marcadas para terça e quinta-feira. O primeiro evento será a oficialização de Alceu de Oliveira Pinto Junior como secretário de Segurança Pública do Estado (SSP). A posse está marcada para as 9h30min de terça-feira, no auditório do prédio da SSP, no Bairro Capoeiras, em Florianópolis. Ele substitui Cesar Grubba, que deixa o cargo depois de sete anos. O promotor vai retornar aos trabalhos no Ministério Público da Capital. O secretário adjunto, Aldo Pinheiro D'Ávila, continua no posto. 

Fonte: Diário Catarinense/wh3

Horário de verão acaba neste fim de semana


Chega ao fim à meia-noite deste sábado (17) o horário de verão iniciado em outubro passado. Com a volta do horário normal, os relógios devem ser atrasados em uma hora.  
A próxima edição do horário de verão deve começar mais tarde do que o habitual. Isso porque, no fim de 2017, o presidente Michel Temer assinou um decreto que diminui a duração do horário especial, transferindo o começo de outubro para novembro. A data de encerramento continuará no terceiro domingo de fevereiro de cada ano.
A decisão do presidente surgiu a partir de um pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que solicitou que o horário de verão de 2018 tivesse início somente após o segundo turno das eleições, em 4 de novembro — a votação será em 28 de outubro. Segundo o TSE, a mudança pedida pelo ministro visa evitar atrasos na apuração dos votos e na divulgação dos resultados do pleito.
Um dos exemplos citados pelo tribunal foi o Acre, onde as urnas são fechadas três horas depois da contagem de votos já ter sido iniciada nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste. Atualmente, adotam o horário de verão os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Fim da iniciativa foi analisado pelo governo
Antes da decisão de encurtar a duração do horário de verão, o governo cogitou pôr fim ao período. A possibilidade foi levantada depois que um estudo do Ministério de Minas Energia apontou queda na efetividade da medida, já que o perfil do consumo de eletricidade não estava mais ligado diretamente ao horário, mas, sim, à temperatura. 
O levantamento apontou que a adoção da hora adiantada na época mais quente do ano não resulta mais em economia porque não há relação direta com a redução de consumo e a demanda. O governo passou a discutir o cancelamento do horário de verão neste ano, mas a falta de tempo hábil para consultar a população sobre o assunto adiou a decisão.
Os relatórios do governo apontam que a temperatura é o que mais influencia os hábitos do consumidor, e não a incidência da luz durante o dia. Segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o pico de demanda atualmente ocorre no início da tarde, entre 14h e 15h, quando a temperatura está mais alta. 
Em 2016, de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema. Mas o custo é considerado irrelevante para o setor. O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, disse que, para o governo, a aplicação da iniciativa se aproxima da neutralidade. Em contrapartida, ele afirma que, para a sociedade, a impressão é de que a alteração traz benefícios.

Fonte: Diário Catarinense/wh3

Argentino é esquecido por companheiros de viagem ao voltar de SC


Um argentino foi esquecido pelos companheiros de viagem na BR-290, em Alegrete, na madrugada desta quinta-feira (15). O trio, que estava retornando para o país de origem, após passar as férias em Florianópolis fez uma parada no município para trocar o motorista e quando deram sequência na viagem não perceberam que o passageiro, que estava no banco de trás, também havia descido do veículo.
A dupla só notou a ausência do terceiro ocupante quando parou na aduana para realizar os tramites migratórios de saída do Brasil. Eles pediram auxílio para as autoridades locais, que entraram em contato com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com a PRF, o turista foi encontrado caminhando no acostamento no KM 566 da BR-290. A Polícia encaminhou o argentino até um posto de combustíveis para esperar os companheiros que voltaram para buscá-lo. Os nomes deles não foram divulgados pela PRF.

Fonte: Diário Catarinense/wh3

Polícia começa a investigar campanha de ajuda a bebê em SC


A Polícia Civil começou a investigar a campanha “Ame Jonatas”, lançada para ajudar um bebê com uma doença degenerativa rara, por suspeita de apropriação indébita. A apuração é um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que recebeu informações de que os pais da criança estariam usando o dinheiro arrecadado para bancar luxos. A família nega qualquer irregularidade.

A Justiça bloqueou, de forma liminar, os valores levantados com a campanha, cerca de R$ 3 milhões, e um veículo de R$ 140 mil que está em nome dos pais da criança. A família mora em Joinville, no Norte catarinense.

A delegada Geórgia Marrianny Gonçalves Bastos, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Joinville (Dpcami), começou a ouvir os primeiros depoimentos na tarde de quarta-feira (14). Ela acredita que pelo menos 20 pessoas devem ser chamadas para depor.

“Vou ouvir família, profissionais da saúde, pessoas que encabeçaram a campanha. Não tenho número [de pessoas a serem ouvidas] porque à medida que fazemos oitivas, pessoas vão sendo mencionadas e, entendendo que sejam importantes, também serão chamadas”, disse a delegada.

Os pais da criança ainda não prestaram depoimento. “Vou ouvi-los no final do inquérito, preservando o direito de ampla defesa”, falou Geórgia.


Investigação em fase inicial

A delegada explicou que ainda não instaurou inquérito sobre o caso porque está em fase de investigação preliminar. “Ainda não temos informações consistentes porque começamos a ouvir agora”, diz.

Segundo a delegada, após instaurado, o inquérito policial deve levar pelo menos 30 dias para ser concluído. “Tem um longo caminho à frente, em razão do número de pessoas envolvidas nesse caso. Com certeza serão mais de 30 dias porque há testemunhas importantes que residem em outros estados”, disse.


Denúncias

O MPSC afirma que recebeu informações de pessoas que dizem que os pais da criança estariam usando o dinheiro da campanha para pagar luxos. Em audiência judicial, foi acordado que até 31 de outubro de 2017 o casal prestaria contas dos recursos arrecadados e despesas feitas, o que não ocorreu, segundo o Ministério Público.

Conforme o MPSC, denúncias feitas à Promotoria de Justiça são de que o casal teria passado o réveillon em Fernando de Noronha e comprado um veículo de R$ 140 mil. "O fato, salvo melhor juízo, demonstra que não se pode descartar, pelo menos nessa análise inicial, possível utilização de parte das doações para fins distintos daquele almejado: a garantia do direito à saúde de Jonatas", afirmou a promotora de Justiça Aline Boschi Moreira.


Fonte: G1 SC | Foto: Reprodução/portaltivinet