quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Petrobras vai subir preço da gasolina e do diesel na sexta


A Petrobras vai aumentar o preço dos combustíveis nas refinarias a partir de sexta-feira (4). As elevações serão de 0,2% para a gasolina e de 1% para o diesel.
Como a revisão de preços nas refinarias para cima e para baixo são frequentes, é possível que a elevação não seja sentida pelos consumidores. Os postos, no entanto, são livres para reajustar o valor dos combustíveis de acordo com as condições do mercado. 
A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. 
Em vez de esperar um mês para ajustar os preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.
Fonte: Diário Catarinense/wh3

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Operação deflagra contrabando de equipamentos médicos pelo Oeste de SC



A Operação Equipos, que busca desarticular uma organização criminosa dedicada ao contrabando de equipamentos de diagnóstico médico através da Aduana de Controle Integrado (ACI) em Dionísio Cerqueira, no Oeste de Santa Catarina, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, dia 2, pela Polícia Federal.

Cerca de 250 policiais federais estão cumprindo 62 mandados de busca e apreensão e 19 de condução coercitiva em 44 municípios de 19 estados do país (SC, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MS, MG, PA, PB, PR, PI, RJ, RS, RO, SP, SE), expedidos pela Justiça Federal de São Miguel do Oeste, além de um interrogatório em Fort Myers, na Flórida, Estados Unidos, com o apoio de autoridades americanas, em ação de cooperação internacional. Também estão sendo sequestrados judicialmente nove veículos e 21 imóveis dos principais investigados.

A investigação teve início com a apreensão de uma carga de equipamentos médicos em outubro de 2013, na ACI em Dionísio Cerqueira. Na ocasião, tomógrafos, mamógrafos e outros equipamentos de alto valor comercial foram apreendidos. A carga era avaliada em aproximadamente R$ 3 milhões, sendo R$ 2 milhões de tributos sonegados. Na documentação constava descrição genérica da mercadoria e valor declarado de US$ 180 mil (apenas 10% do valor real).

As autoridades apuraram que, entre 2011 e 2015, o grupo criminoso introduziu de forma irregular no Brasil outras 12 cargas de equipamentos médicos, remetidas dos Estados Unidos ao país via trânsito aduaneiro, através do Chile e da Argentina. Após a liberação pelas autoridades argentinas, as cargas desapareciam. Porém, notas fiscais emitidas pelo grupo comprovam que os equipamentos ingressaram no Brasil e foram revendidos para clínicas, hospitais e intermediários de diversas regiões do país.


Após a apreensão da carga (em outubro de 2013), o grupo passou a registrar as importações de equipamentos médicos no SISCOMEX, porém, como “equipamentos tipográficos” e com declaração subfaturada de apenas 10% do valor real, o que permitiu obter isenção dos impostos de importação e do IPI, além da redução de outros tributos, causando prejuízos milionários à União. A descrição incorreta da mercadoria também liberava fraudulentamente o grupo da necessidade de Licença Prévia de importação e de fiscalização pela Anvisa.
A investigação estima que, apenas em tributos diretos, a sonegação pode chegar a R$ 20 milhões. São investigados empresários e pessoas jurídicas do ramo de exportação e importação, revendedores, clínicas, hospitais, despachante aduaneiro, além de um doleiro responsável pelo repasse de recursos ilícitos ao grupo.

Também é apontado como integrante do grupo criminoso um servidor da Receita Federal com lotação em Dionísio Cerqueira, que teria recebido valores ilícitos em troca de facilitação da ação da quadrilha. Os principais integrantes do grupo criminoso também foram investigados na Operação Shylock, desencadeada em setembro de 2015, e respondem a uma ação penal perante a Justiça Federal.

Os envolvidos, conforme cada participação, serão indiciados pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa, contrabando, facilitação de contrabando e falsidade ideológica. As penas máximas somadas podem chegar a 23 anos de reclusão.

A Polícia Federal ressalta que os equipamentos apreendidos na operação permanecerão em uso nos hospitais e clínicas, cujos responsáveis serão nomeados como fiéis depositários dos bens durante o trâmite do processo.

oestemais

Ex-Prefeito e ex-Secretários de Palma Sola são denunciados civil e criminalmente por fraude em licitações


O ex-Prefeito Domingos Lírio Locatelli, três ex-Secretários Municipais de Palma Sola e empresários foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por crime previsto na Lei de Licitações e por ato de improbidade administrativa. A denúncia criminal já foi recebida pela Justiça e eles são considerados réus em ação penal. Também foi decretada a indisponibilidade de bens deles e dos empresários beneficiados pelas irregularidades.
As ações foram ajuizadas pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Dionísio Cerqueira após apurar a dispensa irregular de licitação pelo Município de Palma Sola. São duas ações civis públicas e duas ações penais que tem como réus o ex-Prefeito Domingos Lírio Locatelli, os Secretários Municipais de Infraestrutura, David Adolfo Strapazon, de Educação, Cleunir Peliser, e de Administração, Valdemar Gritti, e os empresários beneficiados.
Nas ações, o Promotor de Justiça Francisco Ribeiro Soares relata que, no decorrer de 2016, autorizados pelo então Prefeito, os Secretários realizaram uma série de compras de material de construção de forma fracionada com a finalidade de burlar a exigência legal de licitação para compras acima de R$ 8 mil.
"Efetuando sucessivas contratações diretas, com o nítido intuito de frustrar a realização do certame licitatório, o administrador causou manifesto dano ao erário, na medida que não é viabilizada a livre concorrência de mercado que, pelas leis da economia, tende a reduzir os preços", considera o Promotor de Justiça.
Assim, foram realizadas compras de produtos similares, de forma fracionada e sem licitação, que somaram R$ 173,8 mil, que beneficiaram as empresas Sufrelli Comércio de Materiais de Construção; Placa & Art Fabricação de Toldos; Rafael Marques Battisti; Marques Battisti e Meireles Silva ME; e Luciano Meirelles da Silva ME.
De acordo com as denúncias apresentada pelo Ministério Público, os réus praticaram crime previsto na Lei de Licitações (Lei 8.666/93) de dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade. Se condenados, eles ficarão sujeitos às penas de detenção de três a cinco anos e multa.
O Juízo da Comarca de Dionísio Cerqueira considerou suficientes os indícios de autoria e materialidade dos fatos ilícitos relatados, e recebeu as denúncias, tornando os acusados réus em ação penal, na qual terão a oportunidade de ampla defesa.
Já nas ações civis públicas, a Promotoria de Justiça aponta o cometimento de atos de improbidade administrativa que causaram prejuízo ao erário e violaram os princípios da honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições. A fim de garantir o ressarcimento ao erário e pagamentos de multas oriundos de uma possível condenação, requereu o bloqueio dos bens dos envolvidos.
Diante da consistência dos indícios da responsabilidade e da prática dos atos de improbidade e do potencial dano ao erário, a Justiça concedeu a medida liminar para bloquear os bens dos envolvidos, no limite de 10 vezes a última remuneração pelo exercício do cargo para os agentes públicos e de 20 vezes a maior remuneração para as empresas beneficiadas. As decisões são passíveis de recursos.
Fonte: ASCOM MPSC/wh3

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Caminhoneiros realizam protestos em rodovias do Rio Grande do Sul e de outros Estados contra o aumento do preço dos combustíveis


Caminhoneiros realizam protestos em diversas estradas brasileiras nesta terça-feira (01) contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis, que encareceu os preços nas bombas dos postos de todo o País.
Há registros de manifestações em rodovias do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo, entre outros Estados. Em alguns dos atos, há bloqueio total do trânsito. Os trabalhadores também pedem mais segurança nas estradas, preço mínimo para o frete e aposentadoria diferenciada para os caminhoneiros.
No dia 20 de julho, o governo anunciou um decreto aumentando a alíquota do PIS e Cofins sobre os combustíveis. A tributação sobre a gasolina subiu R$ 0,41 por litro; a do diesel, R$ 0,21; e a do etanol, R$ 0,20 por litro.
O decreto chegou a ser suspenso por decisão de um juiz da 20ª Vara Federal de Brasília em 25 de julho. A Advocacia-Geral da União recorreu e, no dia seguinte, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou a decisão que suspendia o aumento.
Rio Grande do Sul 
Conforme a PRF (Polícia Rodoviária Federal), no Rio Grande do Sul são registradas manifestações na BR-285, em Carazinho, São Luiz Gonzaga e Ijuí; na BR-468, em Palmeira das Missões; na BR-116, em Cristal; e na BR-392, em Rio Grande e Pelotas. A passagem de carros e ônibus não foi bloqueada pelos caminhoneiros. Há lentidão no tráfego em alguns trechos.
Em Rio Grande, no Litoral Sul do Estado, a Guarda Portuária fechou o acesso principal ao porto do município durante a madrugada por causa do protesto dos caminhoneiros. A entrada foi liberada no começo da manhã, mas os manifestantes seguiram concentrados no local.
Santa Catarina 
Caminhoneiros fecharam na manhã desta terça a BR-116 em Santa Cecília, na Serra catarinense. Às 6h, a rodovia foi interditada para a passagem de caminhões em ambos sentidos no km 133. Veículos de emergência e de passeio estão passando normalmente.
A PRF afirma que os veículos estão no acostamento, e alguns manifestantes abordam outros caminhoneiros nas pistas. Até o fim da manhã, cerca de 150 caminhões estavam no local.
Bahia
Os protestos de caminhoneiros ocorrem em ao menos três trechos de rodovias baianas, de acordo com a PRE (Polícia Rodoviária Estadual). A categoria realiza bloqueios no km 522 da BR-116, no trecho da cidade de Itatim; no km 422 da BR-116, em Feira de Santana; e no km 430 da BR-324, em Riachão do Jacuípe. Os bloqueios deixam o tráfego congestionado nas rodovias, segundo a polícia.
Minas Gerais 
A manifestação dos caminhoneiros começou na madrugada desta terça no km 361 da BR-381, em João Monlevade, na Região Central do Estado. Segundo a PRF, a rodovia está liberada para a passagem de carros e ônibus. Eles bloquearam uma das pistas com fogo em pneus. O protesto faz parte da mobilização nacional dos transportadores de cargas.
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