sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Economia brasileira está no fundo do poço e sem norte, diz economista da UFRJ


Estimativas divulgadas como positivas pelo mercado e pelo Banco Central, segundo as quais o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá crescer 1% em 2017 e 2,70% em 2018, estão longe de indicar motivo para comemoração. A economia do país está deprimida e caiu 8% em três anos. “Não dá para ser otimista”, avalia o economista João Sicsú, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“Na verdade falta um norte para a economia. Estamos crescendo em qual direção?”, observa. “A economia brasileira pode até crescer, mas não tem caminho apontado, um projeto organizado para crescer de forma repetida. E, mesmo crescendo 1% em 2017, e talvez mais em 2018, a economia estará muito do longe do patamar do final de 2014.”
O professor lembra que desde 2015 a economia declina e que, nessas condições, só se pode pensar em “melhoria da qualidade de vida” no momento em que o país recuperar o patamar de 2014.
Hoje o governo Michel Temer diz que o país voltará a crescer, mas não informa como. “Ele não aponta se será por investimento estrangeiro, com investimento dele próprio, pelo consumo da população, pelas exportações. Tem de ter um norte e essas são as variáveis a ser observadas.”
Na opinião do economista, o crescimento alardeado não passa alguns momentos de “suspiros que a economia está dando no fundo de um poço”. Além disso, é um filme já conhecido, inclusive considerando outros momentos e conjunturas da economia mundial.
“Isso acontece na economia brasileira agora e aconteceu também na economia americana nos anos 1930, depois da Grande Depressão de 1929. Os anos 1930 também apresentavam crescimento e, tal como hoje, o mercado daquela época ficava eufórico”, compara Sicsú. “Só que no ano seguinte tinha nova queda. Esses suspiros que acontecem no fundo do poço, na economia, são movimentos conhecidos, não devem ser tratados com otimismo.”
A analogia com a crise de 1929 e seus desdobramentos serve para mostrar que uma economia em profunda crise não se recupera sem um amplo esforço nacional  e um projeto que aponte para “um norte”. Sicsú lembra que a economia americana se recuperou nos anos 1930 por conta do New Deal(série de programas implementados nos Estados Unidos no governo de Franklin Delano Roosevelt).
“Isso deu um pulso para impedir que se afundasse mais, mas a economia só se recuperou de fato depois da Segunda Guerra, quando tinha um projeto de reconstrução do mundo. Aí tinha um norte, um caminho, o do investimento e distribuição da renda e da riqueza”, explica o professor da UFRJ “Isso é o que não temos agora. Temos só os suspiros característicos de uma depressão. Em relação a 2014, recuperamos só 1%. Faltam 7%.”
Os problemas são ainda mais graves porque o país precisa também resolver problemas de miséria e desemprego, que caracterizam momentos de depressão como o atual e que não existiam em 2014. Hoje, há no país 12,6 milhões de pessoas desocupadas.

Inflação

Um dos dados mais utilizados pelo governo para demonstrar otimismo é o da inflação, atualmente em baixa e com projeções “otimistas”. Em dezembro, conforme noticiou a mídia amplamente, o mercado financeiro reduziu as projeções para o IPCA – o índice oficial de preços – de 4,00% para 3,96%.
“O problema é que o povo não come inflação, precisa de emprego, de consumo e ter salário.” O professor faz outra analogia: “Durante os anos 1990, a inflação japonesa era de zero por cento, e a economia completamente deprimida durante mais de uma década. Inflação não é a questão fundamental. Fundamental é emprego e renda para gerar consumo”.
Não se sabe qual o “norte” da economia brasileira nos próximos períodos. “Mas ela só terá de fato uma recuperação consistente quando houver um projeto, como no governo Lula, por exemplo, de 2007-2010, quando teve investimento e consumo, e investimento.”
Embora seja muito mencionado, até pelo ex-presidente, que o consumo foi o principal pilar de seu governo, para o economista “o carro chefe não era o consumo, mas o investimento – o consumo era apenas uma consequência”.

sul21

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A Brigada Militar ampliou as buscas a uma serpente de grande porte que pode ter provocado o afogamento de um menino


O Comando Ambiental da Brigada Militar ampliou as buscas a uma serpente de grande porte que pode ter provocado o afogamento do menino Guilherme da Silva Andrade, 12 anos, ainda no domingo na localidade de Butiá Grande, em Ipiranga do Sul, no Norte do Rio Grande do Sul.
Conforme o relato de um tio, Guilherme caiu na água e acabou sendo puxado, para dentro do rio, pelo animal. O irmão, de 15 anos, conseguiu sobreviver. O caso levantou a suspeita da existência de uma sucuri na região. O laudo do IGP (Instituto-Geral de Perícias) confirmou que o menino morreu vítima de asfixia mecânica, por afogamento.
Relembre o fato
O menino brincava com amigos quando desapareceu. Familiares registraram ocorrência, e as buscas foram iniciadas. O corpo foi achado no rio, na segunda-feira.
Com a colaboração da Patram (Patrulha Ambiental da Brigada Militar), o Corpo de Bombeiros tenta encontrar o animal. Conforme o CBMRS, há informações de que havia um morador que trouxe cobras da Região Central do Brasil, há aproximadamente 20 anos, e que as criava em um açude que veio a se romper, levando os animais ao Rio Teixeira.
Nota na integra pelos bombeiros
“O CBMRS, com sede em Getúlio Vargas, na data de 31.12.2017, recebeu um chamado de afogamento ocorrido em decorrência de ataque de cobra, na localidade de Linha Butiá Grande, em Ipiranga do Sul. No local, foi narrado que o réptil havia atacado dois jovens, sendo que um foi levado para dentro do Rio Teixeira. Foi efetuado buscas com o uso de garateia e mergulho (sem equipamentos) na área imediata do possível afogamento, mas sem sucesso.
Foi mobilizada a Patram da Brigada Militar, equipe de Mergulho e Cães de  do 7 BBM, para buscas coordenadas e em conjunto no dia seguinte, porém o corpo do Jovem de 12 anos foi localizado por familiares e vizinhos na manhã de 01.01.2018. O Corpo foi encaminhado à perícia na cidade de Passo Fundo, onde, aguarda-se resultado formalizado do órgão sobre possível ataque da serpente.
Nesta manhã, o CBMRS e a Patram da Brigada Militar continuam as buscas na região a fim de se localizar a suposta serpente.
Informações dão conta de que havia um morador que trouxe da região central do Brasil, há aproximadamente 20 anos, cobras;  e que as criava em um açude que veio a se romper, levando os animais ao Rio Teixeira.  Pela devida precaução que se exige, orienta-se que não se transite no local  (próximo ao rio) até que o fato seja devidamente esclarecido, por grave risco à vida que esse tipo de animal pode causar.”
osul

O presidente Temer aceitou a indicação da deputada Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, para ministra do Trabalho


O presidente Michel Temer aceitou a indicação da deputada Cristiane Brasil para ministra do Trabalho.
O nome da deputada foi levado ao presidente depois de uma reunião no Palácio do Planalto entre Temer e o pai dela, o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do partido.
Após a reunião com Temer, em entrevista no Planalto, Jefferson confirmou a indicação e disse que o presidente aceitou.
O cargo de ministro do Trabalho está vago desde o último dia 27, quando Ronaldo Nogueira (PTB-RS) deixou o posto para retomar as atividades como deputado na Câmara. Ele argumentou, ao se demitir, que pretende se candidatar à reeleição.
Choro
Entre lágrimas, Jefferson disse que a nomeação de sua filha é um “resgate” à sua imagem após o mensalão. O dirigente do partido foi o pivô do escândalo político e chegou a ser condenado e preso.
Segundo ele, Temer consultou o líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (GO), e telefonou para a nova ministra para saber se eles aceitariam o convite. E teve resposta afirmativa de ambos.
Cotado
O deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS), que foi cotado para assumir o Ministério do Trabalho, disse nesta quarta-feira (3) que aceitaria um eventual convite do presidente Michel Temer, mas que antes precisava conversar com o comando nacional do PTB.
“Eu aceitaria o convite desde que isso fosse resolvido. Não quero ocupar o espaço para ganhar cargos. Eu quero saber quais são as metas e focos da legenda na pasta, para ajudar o País”, disse.
Para ele, o partido deveria ter apoiado o nome do deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) e “não aceitado a ingerência do ex-presidente José Sarney”. Ele se referia à informação, divulgada pelo próprio Fernandes, de não tomaria posse devido “ao embaraço” que ele poderia criar na relação entre Temer e o ex-presidente. Sarney negou que tivesse vetado a nomeação do deputado.
O parlamentar chegou a ser sondado no final do ano passado para assumir o posto, mas recusou na época. Agora, foi citado pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, como o favorito do partido para assumir o cargo. Mas, no final, quem ficou com a vaga foi a filha de Jefferson.
Secretário-executivo vai comandar Ministério da Indústria 
Após o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, entregar carta de demissão ao presidente Michel Temer, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou nota informando que o secretário-executivo, Marcos Jorge de Lima, irá comandar a pasta interinamente até que haja uma definição por parte do Palácio do Planalto.
Nesta quarta-feira (3), o ex-ministro pediu a exoneração do cargo alegando questões pessoais e partidárias. Essa é a segunda baixa no ministério do presidente Temer em menos de 10 dias. Na semana passada, Ronaldo Nogueira deixou o comando do Ministério do Trabalho para se candidatar às eleições deste ano.
osul

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Combustíveis terão primeiro reajuste do ano nesta quarta-feira


A primeira atualização no preço dos combustíveis de 2018 ocorrerá nesta quarta-feira, dia 3. Segundo a Petrobras, a gasolina comercializada nas refinarias terá uma redução de 0,1%. Já o diesel aumenta 0,6%.

A última oscilação dos preços ocorreu no sábado, dia 30 de dezembro, quando a gasolina aumentou 1,9% e o diesel 0,4%.

As variações de preço fazem parte do modelo de reajustes frequentes praticados pela Petrobras, “em busca de convergência no curto prazo com a paridade do mercado internacional”, segundo a estatal.

O preço final ao consumidor, nas bombas, dependerá de cada empresa revendedora e dos próprios postos de combustíveis. O histórico das últimas variações praticadas pela Petrobras está disponível na página da estatal.


oestemais