terça-feira, 6 de março de 2018

A fraude no controle de qualidade de frigoríficos da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, põe em risco a exportação de carnes do Brasil


A fraude no controle de qualidade de frigoríficos da BRF, detectada na terceira fase da Operação Carne Fraca, não oferece risco à saúde pública, mas “põe em risco” a exportação de carnes do Brasil, segundo o Ministério da Agricultura.
Podem ser afetadas as exportações para 12 destinos, incluindo mercados de peso como União Europeia, China, Rússia e África do Sul, mas ainda não é possível detalhar o impacto econômico, segundo Alexandre Campos da Silva, coordenador-geral de inspeção de produtos de origem animal do Ministério.
A Operação Trapaça, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (5), investiga um suposto esquema entre a BRF e laboratórios responsáveis por analisar seus produtos. Segundo a PF, alguns exames foram trocados para omitir a presença da bactéria salmonella.
A BRF é uma das maiores produtoras de carnes do mundo e dona de marcas como Sadia e Perdigão. Segundo dados divulgados pela própria companhia, ela tem 35 frigoríficos no Brasil e exporta para mais de 150 países em cinco continentes.
A empresa disse nesta segunda-feira que “está se inteirando dos detalhes” da nova fase da operação e que colabora com as investigações para esclarecer os fatos. Em comunicado, a empresa ressaltou que segue as normas e regulamentos relativos à produção e comercialização de seus produtos no Brasil e no exterior.
BRF: 3 frigoríficos suspensos e ex-presidente preso
Três frigoríficos da BRF tiveram o direito de exportação suspenso temporariamente, até uma apuração mais profunda dos fatos, segundo o Ministério.
De acordo com o órgão, outras medidas, como o fechamento das unidades, podem ocorrer se forem descobertas mais irregularidades, já que a operação continua em andamento. Segundo a PF, agentes cumprem 91 ordens judiciais nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, sendo 11 mandados de prisão temporária, 27 mandados de condução coercitiva e 53 mandados de busca e apreensão.
O ex-presidente do grupo BRF Pedro de Andrade Faria foi preso na manhã desta segunda-feira. “Os executivos da empresa, do presidente ao gerente de controle de qualidade, tinham conhecimento dos fatos que aconteciam”, disse o delegado da PF encarregado das investigações, Maurício Moscardi Grillo.
De acordo com ele, as provas e e-mails coletados indicam que as fraudes foram cometidas entre 2012 e 2015, mas fiscais de uma unidade da BRF confirmaram a possível continuidade do esquema até 2017.
Regras mais rígidas em alguns países
Um grupo de 12 destinos para onde o Brasil exporta carne tem normas mais rigorosas que as brasileiras em relação à presença de salmonella, segundo o Ministério da Agricultura. No ano passado, o órgão recebeu 410 notificações de uma presença maior do micro-organismo do que o permitido – a maior parte veio da União Europeia.
“Quando o Brasil não consegue verificar este patógeno e ele é detectado pelo país de destino, isso fragiliza o sistema de fiscalização brasileiro”, disse Silva.
Após a primeira fase da Operação Carne Fraca, o ministério respondeu a mais de 70 solicitações de informação de diferentes países. “Nesse caso, o Brasil já está de forma proativa respondendo e encaminhando o que está acontecendo aqui aos países.”


osul

Que empresas estão envolvidas na nova fase da Operação Carne Fraca? Veja a lista


A terceira fase da Operação Carne Fraca foi deflagrada nesta segunda-feira (5) pela PF (Polícia Federal). Ela investiga um suposto esquema entre a BRF, dona de marcas como Sadia e Perdigão, e laboratórios para fraudar resultados de exames em produtos da companhia e omitir a presença da bactéria salmonella.
A empresa disse que “está se inteirando dos detalhes” da nova fase da operação e que colabora com as investigações para esclarecer os fatos.
Ao todo, agentes da PF e do Ministério da Agricultura cumprem 91 ordens judiciais nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, sendo 11 mandados de prisão temporária, 27 mandados de condução coercitiva e 53 mandados de busca e apreensão. Veja abaixo mais detalhes.
Unidades da BRF suspensas
A Polícia Federal suspendeu temporariamente as atividades em três abatedouros de aves da BRF: em Carambeí (PR); em Mineiros (GO); e em Rio Verde (GO).
Também foi suspensa temporariamente uma unidade de produção de ração da BRF: em Chapecó (SC).
Equipes da Polícia Federal e do Ministério da Agricultura estiveram nos locais. Dependendo do que for encontrado pela investigação, as unidades poderão voltar a funcionar, ter a suspensão prorrogada ou até ser alvo de novas medidas.
Laboratórios investigados
Entre os laboratórios suspeitos de envolvimento na fraude estão a Mérieux Nutrisciences Corporation e as empresas do mesmo grupo: Allabor Laboratórios; Bioagri Ambiental; e Laboratórios São Camilo de Análises de Alimentos e Água.
Executivos presos
Foi preso o ex-presidente do grupo BRF Pedro de Andrade Faria. Ele teve o mandado de prisão temporária decretado pela Justiça Federal do Paraná e será levado para a superintendência da PF em Curitiba, assim como os outros presos da operação.
Além dele, foi preso o ex-diretor e vice-presidente Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior.
Também tiveram a prisão decretada: um diretor de operações nos Estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; um gerente agropecuário; uma funcionária responsável pela coordenação de assuntos regulatórios da empresa; uma responsável pela garantia da qualidade; um gerente jurídico; um gerente industrial; duas técnicas de garantia de qualidade da fábrica de rações; a diretora técnica e gerente de laboratório representante das empresas Bioagri Ambiental e Laboratórios São Camilo.
Os investigados poderão responder, dentre outros, pelos crimes de falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública.
osul

sábado, 3 de março de 2018

Jovem atingido por raio na rodovia Dutra deixa hospital: 'milagre', comemora pai


Deixou o hospital na tarde deste sábado (3) o jovem de 20 anos atingido por um raio na via Dutra
 no trecho de São José dos Campos (SP) na última quinta-feira (1°).
 A família comemorou a recuperação de José Victor Garcia da Silva. 
"Só tenho a agradecer, não era para esse menino estar aqui, pelo que aconteceu",
 disse o pai, o guarda civil Odair Correa.
O adolescente disse não se recordar do que aconteceu no momento do acidente. 
"Não lembro de nada, quero descansar, ver meu irmão agradecer os amigos", disse.


 Ele também relatou que acordou no hospital desorientado.
 "Achei que estava em Itaquaquecetuba (SP), só queria saber
 se meu irmão estava bem", continuou.
Ele e o irmão gêmeo, José Victor, seguiam de moto de São José para Itaquaquecetuba.
 O jovem atingido estava na garupa do veículo. Chovia no momento do incidente e o 
motorista relatou que ouviu um estrondo forte e a moto ficou 'leve', como se 'flutuasse'.
 O garupa caiu. O capacete dele ficou queimado e com um buraco.
De acordo com a família, a intenção dos jovens era parar em um viaduto próximo
 para esperar a chuva passar. O abrigo escolhido estava a cerca de 200 metros
 do local do acidente.

Recuperação

José Victor ficou internado três dias no Hospital Municipal da Vila Industrial e foi
 liberado na tarde deste sábado. Ele afirma sentir dores no abdômen. "Parece uma
 dor muscular", contou.
Na cabeça dele, ficou uma marca, como um arranhão. Nas costas, o jovem também
 tem um hematoma, possivelmente da queda. O rosto também ficou machucado. 
"Só temos a agradecer, Deus poupou a vida dos dois", disse o pai.

g1

RAIO FURA CAPACETE DE MOTOCICLISTA ENQUANTO ANDAVA EM VIA MOVIMENTADA



José Victor Garcia, de 20 anos, trafegava na garupa da moto do seu irmão gêmeo pela Via Dutra, na altura do Km 152 no trecho de São José dos Campos – SP, quando foi atingido por uma descarga elétrica. O raio atingiu o capacete, derrubando o rapaz. Com a força da descarga, o capacete ficou queimado e perfurado.
O acidente aconteceu por volta das 17h30min desta quinta-feira (1), enquanto chovia. O Pai da vítima informou que os dois estavam procurando abrigo em um viaduto próximo.
“Começou a chover fraco e ele [piloto da moto] disse que começou a cair muito raio, relâmpagos fortes. Ele avistou o viaduto e ia parar, faltava uns 200 metros para chegar e, de repente, veio aquele estrondo forte, sentiu a moto flutuar, a moto leve. Ele ficou muito surdo e ficou preocupado com o irmão na garupa. Quando ele olhou, viu o irmão caído no asfalto girando. Ele largou a moto e saiu correndo para ajudar o irmão”, disse Odair Correa, pai da vítima.
Local onde aconteceu a descarga elétrica.
Foto: Polícia Rodoviária Federal/ Divulgação
O jovem foi socorrido e encaminhado ao hospital mais próximo. Segundo Odair, foram feitos os exames necessários e a constatação é de que o jovem está bem, reconheceu os familiares e conversou com eles ainda na noite da quinta.




Com informações do G1.