sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Bolsonaro chega a 35% e Haddad a 22% em nova pesquisa Datafolha

O Datafolha divulgou nesta quinta-feira, dia 4, o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 10.930 eleitores nesta quarta-feira e quinta-feira, dias 3 e 4.

Segundo o Datafolha, Jair Bolsonaro, do PSL, manteve o crescimento e atingiu 35%. Fernando Haddad, do PT, ficou estável.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 35%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
Marina Silva (Rede): 4%
João Amoêdo (Novo): 3%
Alvaro Dias (Podemos): 2%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 0%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
João Goulart Filho (PPL): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 6%
Não sabe/não respondeu: 5%
Rejeição

O Instituto também perguntou: "Em quais desses candidatos você NÃO VOTARÁ de jeito nenhum NO DOMINGO QUE VEM? E qual mais?" Neste levantamento, portanto, os entrevistados podem citar mais de um candidato. Por isso, os resultados somam mais de 100%.

Os resultados foram:

Bolsonaro: 45%
Haddad: 40%
Marina: 28%
Alckmin: 24%
Ciro: 21%
Meirelles: 15%
Boulos: 14%
Cabo Daciolo: 14%
Vera: 13%
Alvaro Dias: 13%
Eymael: 12%
Amoêdo: 11%
João Goulart Filho: 11%
Rejeita todos/Não votaria em nenhum: 2%
Votaria em qualquer um/Não rejeita nenhum: 2%
Não sabe: 4%

oestemais


Maior soltura de papagaios-de-peito-roxo será feita no Parque Nacional das Araucárias


Responsável pela reintrodução do papagaio-de-peito-roxo no Parque Nacional das Araucárias (PNA) — unidade de conservação ambiental entre Passos Maia e Ponte Serrada —, o Instituto Espaço Silvestre prepara a maior soltura da espécie para os próximos dias. Serão 40 roxinhos, como são carinhosamente chamados, liberados para habitar a área.

Ameaçada de extinção, a ave foi reintroduzida em 2011 no PNA. Com quase 13 mil hectares, o parque hoje é morada para dezenas de papagaios. Segundo a coordenadora do projeto, Vanessa Tavares Kanaan, já foram cinco solturas em sete anos, com 113 animais recolocados na natureza. “É bem difícil estimar [a quantidade atual], mas durante um censo, estimamos uma população mínima de 28 roxinhos, incluindo aves soltas e filhotes nascidos na natureza”, aponta a bióloga.

Os 40 papagaios que serão soltos nos próximos dias estão em um viveiro de ambientação. “Logo estarão voando pela região”, comemora Vanessa, que aproveita para pedir aos moradores que informem os responsáveis pelo projeto se acaso avistarem alguma das aves. “Por favor, nos avise se ver um papagaio vivo ou morto. Não o prenda. Se quiser, pode fazer um comedouro longe da casa e colocar frutas para que eles se alimentem”, orienta.

As informações devem ser repassadas pelo telefone (49) 99805-3989, que também é WhatsApp. “Entre em contato caso queiram ajudar voluntariamente com as atividades do projeto, que inclui monitorar e cuidar dos papagaios”, completa Vanessa.

oestemais

A distribuição de notícias falsas na internet aumentou até dez vezes na reta final da campanha eleitoral


Na reta final da eleição, os conteúdos falsos se multiplicaram nas redes e no WhatsApp, aumentando em até dez vezes. Desde o fim de semana, segundo o jornal O Globo, 11 publicações falsas de grande repercussão — entre textos, fotos e vídeos — foram desmentidas por um serviço de checagem do grupo.
No Facebook, 35 postagens tiveram cerca de 400 mil compartilhamentos e alcançaram milhões de eleitores. Só quatro vídeos publicados na rede social registraram 2,7 milhões de visualizações.
A propagação dos conteúdos falsos está crescendo, e rápido. As publicações mais recentes têm, em média, nove vezes mais interações e compartilhamentos do que postagens feitas pelas mesmas páginas nas primeiras semanas de setembro. Em média, cada publicação com conteúdo falso foi compartilhada 13,7 mil vezes. No início do mês, essa média era de 1,4 mil.
As milhares de interações — a soma de reações, comentários e compartilhamentos — ajudam a amplificar o alcance de uma postagem no Facebook. Uma das publicações que viralizou nos últimos dias, da página Planeta Brasil, traz um vídeo dizendo que a foto da manifestação contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) no Largo da Batata, em São Paulo, no sábado, era antiga e foi tirada durante o carnaval de 2017. Apesar de ser falso, o vídeo teve mais de 1,5 milhão de visualizações e 83 mil compartilhamentos.
No Facebook, as páginas pesquisadas que publicaram conteúdo falso nos últimos cinco dias se posicionam, majoritariamente, a favor de Bolsonaro. Contudo, isso não significa que a campanha tenha participação na propagação das mensagens e que também não seja alvo.
Um exemplo é o texto publicado em uma conta falsa do PSL no Twitter alertando para o fim do 13º salário caso Bolsonaro seja eleito — seu candidato a vice, general Mourão, já criticou o pagamento do 13º, mas o candidato rechaçou o seu fim.
Os materiais falsos que circulam no WhatsApp são impossíveis de serem rastreados, pois as conversas são criptografadas. Ao mesmo tempo, é fácil encaminhar mensagens recebidas.
Professor de Gestão de Políticas Públicas da USP (Universidade de São Paulo) e um dos coordenadores do Monitor do Debate Político do Meio Digital, projeto que faz o acompanhamento do que é publicado nas redes sociais, Pablo Ortellado explica que momentos de aumento da temperatura política são mais propícios para a circulação de desinformação. Ele alerta para o risco que esse tipo de conteúdo pode gerar:
“Esse aumento da circulação de mensagens falsas é óbvio e esperado em momentos em que a temperatura política também aumenta e isso se confirmou agora, na véspera da eleição. Esses boatos têm um dano terrível para a democracia, pois está sendo forjado um juízo político e há pessoas tomando decisões em cima de informações falsas, o que deturpa muito o jogo político”, afirma Ortellado.
Para o cientista político Rafael Sampaio, professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), mensagens falsas que circulam nas redes servem para reforçar o voto de quem já se decidiu ou ainda para aumentar a rejeição a certo candidato.
“Geralmente a “fake news” não é positiva, é negativa, para aumentar a rejeição. O perigo disso é que uma pessoa que não era tão radical no começo da eleição vai sendo contaminada e ficando mais radical. O efeito real é sobre aquelas pessoas que até poderiam mudar de candidato, mas que acabam cristalizando o voto”, afirma Sampaio.
Peso na hora decisiva
Coordenador do projeto Eleições sem Fake, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Fabricio Benevenuto confirma a sensação de que há muitos conteúdos falsos no WhatsApp. Seu grupo monitora as fotos, vídeos, áudios, textos e links mais compartilhados em cerca de 200 grupos abertos no aplicativo — que podem ser acessados por links de convites oferecidos em páginas na internet.
Na última terça-feira, a ferramenta identificou que o texto mais compartilhado foi uma mensagem falsa que diz que o voto é anulado se o eleitor escolher apenas presidente e votar em branco para os outros cargos. A mensagem falsa foi compartilhada em 23 grupos monitorados pelo projeto da UFMG.
“É uma ferramenta que entrou com um peso muito grande na eleição, mas não conseguimos saber quem são os criadores do conteúdo e rastrear a origem”, afirma Fabricio Benevenuto.
osul

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Professores e funcionários de escolas estaduais paralisam as atividades nesta quinta-feira no Rio Grande do Sul


Os professores e funcionários de escolas estaduais realizam uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (04) no Rio Grande do Sul, de acordo com o Cpers-Sindicato. O ato ocorre em protesto contra o parcelamento dos salários e contra o que a categoria chama de “desmonte da escola pública”.
A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na última sexta-feira (28). “Para chamar a atenção da sociedade sobre o descaso do atual governo com a categoria e a educação pública, professores e funcionários de escolas farão o Ato Público Estadual pelo pagamento integral dos salários e contra o desmonte da escola pública”, afirmou o sindicato.
Às 13h30min desta quinta, ocorre a concentração dos professores e funcionários de escolas em frente ao prédio do Instituto de Educação, localizado na avenida Osvaldo Aranha, 527. Às 14h, eles seguem em caminhada até o Palácio Piratini.
“Convocamos todos professores e funcionários de escolas a participarem deste importante ato de denúncia dos ataques contra os nossos direitos. Estamos amargando 34 meses de salários atrasados e parcelados. Esta situação não pode continuar. Vamos juntos dar um basta ao desrespeito, ao desmonte da escola pública e exigir salário em dia e valorização”, disse a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.
Caravana em Defesa da Escola Pública
Após três meses cruzando todo o Rio Grande do Sul, a Caravana em Defesa da Escola Pública chegou à última semana de atividades. O 34º Núcleo do Cpers, em Guaíba, recebeu a comitiva de educadores voluntários e da direção central, que percorreu 18 escolas em quatro municípios da região atendida pelo núcleo.
Desde julho, mais de 1 mil escolas foram visitadas e 20 mil quilômetros foram percorridos para discutir os rumos da educação pública, a situação funcional da categoria e os desafios para o próximo período, além de aproximar o sindicato do trabalhadores de todo o Rio Grande do Sul, segundo o Cpers.
“Estamos fazendo um trabalho que agrega, levando informações para deixar a categoria mais sabedora das transformações que afetam a escola pública, como a Reforma Trabalhista, a Terceirização e a Reforma do Ensino Médio. E também o momento político, com a eleição dos diretores de escola e as eleições gerais”, afirmou Edson Garcia, 2º vice-presidente do Cpers.
O sindicato lançou um site para facilitar a consulta sobre como votaram as bancadas gaúchas em relação a projetos que afetam a educação e a sociedade em geral, junto à campanha Vote em Defesa da Escola Pública. No dia 31 de agosto, os candidatos a governador participaram de uma sabatina onde apresentaram suas propostas para a educação.
osul