quarta-feira, 3 de maio de 2017

Por que o gás lacrimogêneo é usado para dispersar protestos mas é proibido nas guerras


Comum em protestos ao redor do mundo para dispersar multidões, o gás lacrimogênio é proibido em guerras. Ele foi testado pela primeira vez durante a Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de forçar soldados inimigos a deixar suas trincheiras para serem atacados com artilharia ou outras armas.
Com o passar do tempo, foi perdendo seu uso em conflitos armados até ser proibido em 1997, pela Convenção Sobre Proibição de Armas Químicas, firmado por 178 países.
A Convenção proíbe seu uso como arma de guerra, tendo em vista o poder letal do gás quando em alta concentração.
“Ele está proibido na guerra porque supostamente não se deve usá-lo como arma ofensiva”, explicou à BBC Mundo Anna Feigenbaum, professora da Universidade de Bournemouth, na Inglaterra, que publicou um ensaio sobre a história do gás na revista The Atlantic.”
A exceção para o uso pela polícia ocorre porque o gás não está sendo usado como uma arma, e sim como um agente de controle”, acrescentou.
O uso do gás em protestos tem sido criticado porque seu uso indiscriminado pode provocar problemas de saúde nos manifestantes.
Uma revisão de estudos sobre os efeitos do gás lacrimogêneo publicada em 2016 no Annals of the New York Academy of Sciences diz que ele pode causar sérios danos nos pulmões, pele e olhos; crianças, mulheres e aqueles que já têm complicações nessas áreas do corpo têm riscos maiores de serem afetados.
Guerra dos químicos
Há divergências entre os historiadores consultados pela BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, sobre quando exatamente o gás lacrimogêneo do usado pela primeira vez na Primeira Guerra, mas a maioria tende a apontar o mês de agosto de 1914, pouco depois do começo do conflito mundial.
Doran Cart, curador do Museu Nacional da Primeira Guerra Mundial, em Kansas City, no Missouri, nos Estados Unidos, diz que embora não existam documentos oficiais sobre isso, os franceses podem ter usado granadas lacrimogêneas contra os alemães nesse mês. Isso porque a França vinha fazendo experimentos com os gases em anos anteriores.
O “ponto de virada”, segundo o historiador, foi em 1915, quando gases começaram a ser testados com mais frequência, ainda que nem sempre de maneira efetiva.
Seu desenvolvimento fez parte de um esforço muito maior das potências para criar armas químicas, o que levou a Primeira Guerra Mundial a ser considerada “a guerra dos químicos”.
Além dos lacrimogêneos, também foram usados agentes como o gás mostarda, o gás cloro, gás fosgênio, alguns dos quais causaram um “sofrimento agonizante” e quase cem mil mortes, segundo dados das Nações Unidas.
“Esses gases se converteram na personificação de todo o mal da Primeira Guerra Mundial”, afirmou à BBC Mundo o historiador Michael Neiberg, professor da Universidade da Guerra do Exército dos Estados Unidos, na Pensilvânia.
Controle de distúrbios
Poucos anos depois, em 1925, foi firmado o Protocolo de Genebra que, com limitações, proibiu o uso de armas químicas nas guerras.
Na época, no entanto, já estavam sendo testados novos compostos químicos de gases lacrimogêneos e se buscava formas de convertê-los em ferramenta para uso rotineiro. Pela sua condição não letal, seu uso não provocava tanta resistência como o de outros gases.
Segundo Feigenbaum, poucos anos depois do armistício de 1918, várias cidades americanas e territórios ao redor do mundo começaram a comprar o gás, que foi usado em prisões, atos de greves e até em caixas-fortes de bancos para se evitar roubos.
A guerra do Vietnã também ajudou a mudar a percepção sobre o gás lacrimogêneo; tanto o seu uso no Vietnã como nos Estados Unidos – para dispersar protestos – passaram a ser criticados.
Para se distanciar das acusações de uso de armas químicas, Washington passou a se referir ao gás como um “agente para o controle de distúrbios”, um termo que passou a ser usado com frequeência cada vez maior, segundo um estudo publicado em 2013 na Yale Historical Review.
No resto do mundo, o gás se tornou mais habitual e nos últimos anos foi usado com frequência em protestos diversos – como no Brasil, na Primavera Árabe, no Parque Gezi, em Istambul, na Venezuela e no Estado do Missouri (protestos contra a morte de negros pela polícia), nos EUA, só para citar alguns dos casos mais notórios.
“Tornou-se algo de uso comum porque é uma maneira de dispersar uma multidão de maneira relativamente barata e fácil”, explica Feigenbaum.
A especialista diz que, usado de maneira adequada, o gás não causa ferimentos com sangue e seus efeitos são normalmente superficiais, o que é benéfico do ponto de vista da polícia.
Mas, para Feigenbaum, “a rua é o único lugar para onde podemos ir quando nos tiram o poder; se o ar é envenenado, estão tirando das pessoas a capacidade de protestar”. (BBC)
osul

A JBS/Friboi fez a primeira importação de picanha dos Estados Unidos e prevê trazer volumes crescentes


A brasileira JBS, maior produtora global de carnes, realizou a primeira importação de carne bovina in natura norte-americana para o Brasil, um pequeno carregamento de 12 toneladas de picanha que vem para desenvolver um mercado premium no qual a companhia vê grande potencial no País.
A importação pela JBS de um tipo de corte que tem um apelo muito maior entre os consumidores brasileiros do que entre norte-americanos pode atingir pelo menos 150 toneladas ao mês, segundo as projeções iniciais da companhia, o equivalente a quase 10% da produção de picanha da companhia no Brasil, e um indicativo do tamanho do nicho de mercado que a empresa busca.
A picanha dos EUA, produzida a partir de um gado com origem europeia, é mais macia por ter mais gordura entremeada do que a produzida com o boi predominante no rebanho nacional, das raças zebuínas, que resulta em uma carne mais “magra”.
E vem para atender a um mercado premium, cujo valor agregado viabiliza importações, apesar da tarifa de pouco mais de 10% no Brasil, atualmente o maior exportador global de carne bovina, enquanto os EUA são os maiores produtores.
“O brasileiro gosta de carne, existe potencial de consumo que pode ser explorado… Acho que é um mercado que tende a crescer muito”, afirmou à Reuters o diretor técnico da JBS Carnes, Bassem Sami Akl Akl, lembrando que o negócio foi possível após os dois países firmarem, no ano passado, um acordo bilateral que permite também a exportação de carne brasileira in natura aos EUA.
Se a demanda brasileira pelo produto for boa neste primeiro momento, a importação da JBS poderia atingir até 200 toneladas por mês. A título de comparação, a JBS produz no Brasil 1.700 toneladas mensais de picanha. (Reuters)
osul

Boleto vencido poderá ser pago em qualquer banco


Um novo sistema para pagamentos de boletos começa a funcionar em julho. Com o novo sistema, o boleto, mesmo vencido, poderá ser pago em qualquer banco. Além disso, o cálculo de juros e multa do boleto atrasado será feito automaticamente, o que reduzirá a necessidade de ir a um guichê de caixa e eliminará a possibilidade de erros no cálculo.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está apresentando o novo sistema a empresas. Nesta terça-feira, foi a vez de Brasília. Na apresentação, o diretor adjunto de Operações da Febraban, Walter Tadeu, lembrou que a nova plataforma vem sendo desenvolvida desde o ano passado, devido ao elevado número de fraudes em boletos. 
– A Nova Plataforma vai trazer mais segurança – disse Tadeu. 
Ele acrescentou que o sistema atual tem mais de 20 anos de existência. Tadeu explicou que as informações de todos os boletos emitidos pelos bancos estarão na nova plataforma única, criada pela federação em parceria com a rede bancária. 
Na hora de pagar o boleto, os dados serão checados na plataforma. Se houver divergência de informações, o pagamento não será autorizado, e o consumidor só poderá pagar o boleto no banco que emitiu a cobrança, uma vez que somente essa instituição terá condições de conferir o que for necessário.
Novo formato deve reduzir fraudes
De acordo com a Febraban, a nova plataforma vai reduzir fraudes na emissão de boletos de condomínios, escolas e seguradoras, por exemplo. A federação lembra que quadrilhas enviam boletos falsos às casas, que acabam sendo pagos como se fossem verdadeiros, gerando prejuízos. Há também casos de sites maliciosos que emitem ¿segundas vias¿ com informações fraudulentas, além de vírus instalados em computadores.
Walter Tadeu não soube dizer se os boletos emitidos com o novo sistema custarão mais caro para as empresas que contratam tal serviço dos bancos. Ele disse que, como se trata de uma polícia de cada banco, a Febraban não pode comentar sobre o assunto.
A implantação da nova plataforma seguirá um cronograma: a partir de 10 de julho, para boletos acima de R$ 50 mil; 11 de setembro, acima de R$ 2 mil; 13 de novembro, acima de R$ 200; e em 11 de dezembro, todos os boletos. Segundo Tadeu, esse cronograma é necessário para evitar falhas no sistema.
Fonte: DIário Catarinense/wh3

terça-feira, 2 de maio de 2017

Mais de 70% dos brasileiros são contra reformas na previdência



Uma pesquisa divulgada nesta semana mostrou que 71% dos brasileiros são contra a reforma da previdência, pretendida pelo governo do peemedebista Michel Temer. A rejeição das propostas é maior ainda entre funcionários públicos, os quais estão entre os grupos mais ameaçados pelas mudanças em discussão.
Ainda segundo a pesquisa, a taxa de rejeição cresce entre mulheres, trabalhadores que ganham entre dois e cinco salários mínimos, jovens e pessoas com ensino superior.
O levantamento também aponta que a maioria dos entrevistados é contra a possibilidade de regras especiais para algumas categorias, como por exemplo, professores, policiais e militares, com exceção apenas dos trabalhadores rurais.
Atualmente o projeto de reforma da previdência está em discussão na Câmara dos Deputados e para ser aprovada precisa do apoio de 60% dos deputados e dos senadores em duas votações, para daí sim, entrar em vigor.
peperi