quinta-feira, 28 de junho de 2018

Em três anos, mais de 340 mil empresas brasileiras fecharam as portas, aponta o IBGE


Em meio à crise econômica, o Brasil teve ao menos 341,6 mil empresas fechadas em três anos. O comércio foi o segmento mais afetado, com 262,3 mil casos. É o que aponta o Cadastro Central de empresas divulgado nessa quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Conforme o levantamento, em 2016 havia pouco mais de 5 milhões de empresas ativas no País, o que representa uma queda de 6,3% na comparação com 2013, quando o número total de empresas ativas chegava a cerca de 5,4 milhões.
Do total de empreendimentos que fecharam as suas portas nesse período, 76,8% eram do segmento comercial. O IBGE aponta que em 2013 havia 2,2 milhões de empresas com esse perfil, número que passou para 1,94 milhão em 2016 – uma queda de 11,9%.
Depois do comércio, em números absolutos, a indústria de transformação foi o segmento empresarial que mais teve empresas com atividades encerradas no período – 37,6 mil, o que corresponde a uma queda de 8,4%. O segmento de alojamento e alimentação aparece em terceiro lugar, com 15,6 mil empresas fechadas de 2013 a 2016, uma redução de 4,8%.
Alguns segmentos, no entanto, registraram aumento no número de empresas. No ramo da educação, foram 42,3 mil empresas a mais de 2013 a 2016 – uma alta de 32,6%. As empresas voltadas à saúde e aos serviços sociais tiveram incremento de 30,2 mil unidades no mesmo período, um amento de 18,9%. Já as atividades imobiliárias registraram acréscimo de 15,3 mil empresas – 22,3% a mais.
Com o fechamento das empresas, aponta a pesquisa, o total de empregados no setor empresarial caiu em 6,8% entre 2013 e 2016, o que representa um contingente de 3,7 milhões de trabalhadores.
Salário menor
Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, o salário médio mensal, em termos reais, sofreu redução de 0,7% de 2013 a 2016 no Brasil. Em 2016, o salário médio mensal pago pelas empresas era de R$ 2.661,18, enquanto em 2013, considerando a inflação do período, este valor era de R$ 2.680,61.
Ainda conforme o IBGE, se manteve em 2016 a diferença salarial entre homens e mulheres. Naquele ano, eles tinham salário médio mensal de R$ 2.895,56, e elas, R$ 2.368,98. Assim, o salário dos homens era 22,2% maior que o das mulheres.
A pesquisa destacou que, em 2016, os menores salários médios foram pagos por empresas dos segmentos de alojamento e alimentação (R$ 1.363,30), atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.652,44) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.753,80) – respectivamente 48,8%, 37,9% e 34,1% abaixo da média. Essas três atividades respondiam por 33,3% do pessoal ocupado assalariado naquele ano.
Já os maiores salários médios mensais foram pagos por empresas dos segmentos de eletricidade e gás (R$ 7.263,19), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 5.916,33) e organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 5.033,15) – respectivamente 173%, 122,3% e 89,1% acima da média.
Juntas, estas três atividades absorviam em 2016 apenas 2,5% do total do pessoal ocupado assalariado no País.
O Instituto destacou que o valor do salário tem relação direta com o porte da empresa – quanto maior o porte da empresa, maior o salário. Os maiores salários médios mensais (R$ 3.420,71) eram pagos por empresas com 250 ou mais pessoas ocupadas. Já os menores salários médios mensais (R$ 1.463,81) eram pagos por empresas que tinham até nove pessoas ocupadas.
Outra disparidade salarial apontada pelo IBGE está relacionada à escolaridade do trabalhador. Aqueles com curso superior recebiam salário médio mensal de R$ 5.507,82, enquanto para aqueles sem nível superior a média salarial mensal era de R$ 1.866,89 – uma diferença de 195%.

osul

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